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quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Cateterismo Vesical


SONDAGEM VESICAL DE DEMORA

1-FINALIDADE:
Introdução de um cateter pela uretra até a bexiga com fim de diagnóstico ou tratamento.

2-INDICAÇÃO/CONTRAINDICAÇÃO:
Indicação: drenagem vesical por obstrução crônica, disfunção vesical (bexiga neurogênica), drenagem vesical após
cirurgias urológicas e pélvicas, medida de diurese em pacientes graves, assegurar a higiene perineal e o conforto de
pacientes incontinentes de urina e comatosos.
Contraindicação: obstrução mecânica do canal uretral, infecção do trato urinário baixo.

3-RESPONSABILIDADE:
Enfermeiro.
4-RISCO/PONTOS CRITICOS:

Trauma de meato urinário;
Infecções urinárias e infecções hospitalares.
5-MATERIAIS:

Bandeja de cateterismo vesical, sonda Foley, bolsa coletora sistema fechado, PVPI tópico, gel hidrossolúvel, luvas de
procedimento e estéril, ampolas de água destilada, biombo, seringa 20 ml e 10 ml, fita adesiva hipoalergênica ou
esparadrapo.

6-DESCRIÇÃO DA TÉCNICA:
Ação de Enfermagem Justificativa
01- Conferir a prescrição médica;
02- Reunir o material e levar até o paciente;
03- Explicar o procedimento ao paciente;
04- Promover a privacidade do paciente;
05- Higienizar as mãos;
06-Posicionar o paciente:

A. feminino: posição dorsal (supino com joelhos
flexionados).
B. masculino: posição supina com as coxas levemente
contraídas.

07-Calçar luvas de procedimento e realizar a higiene íntima
rigorosa com água e sabão (se paciente dependente). Orientar
a higienização prévia a pacientes independentes;
08-Retirar luvas de procedimento e higienizar as mãos;
09- Abrir a bandeja de cateterismo e adicionar os materiais
descartáveis (sonda de Foley, seringas, agulhas, gaze estéril e
sistema coletor fechado) dentro da técnica asséptica;

01- Evitar erros;
03- Reduzir ansiedade e propiciar cooperação;
04-Mostrar respeito pela dignidade do paciente;
05-Reduzir transmissão de microrganismos;
06-Permitir facilidade de acesso e visualização;
07- Prevenir a contaminação por agentes microbianos;
09-Manipular material esterilizado sem contaminação;
10- Calçar luvas estéreis (2 pares);
11-Adaptar a sonda de Foley ao coletor de urina sistema
fechado;
12- Com auxílio de um colega, colocar gel hidrossolúvel na
seringa de 20ml (se paciente masculino) e colocar água
destilada em seringa de 10ml;
13- Testar o cuff (balonete) com a seringa de 10ml com água
destilada;
14- realizar antissepsia do meato uretral:

A. feminino:
(1) com a mão não dominante, retrair os grandes lábios e
manter a posição ao longo do procedimento.
(2) usando pinça na mão dominante esterilizada, pegar gazes
estéreis sasturadas com solução antisséptica e limpar a
área do períneo, limpando da frente para trás do clitóris
na direção do ânus. Com uma nova gaze para cada área,
limpar ao longo da dobra dos grandes lábios, perto da
dobra dos grandes lábios e diretamente sobre o centro do
meato uretral.

B. masculino:
(1) recolher o prepúcio com a mão não dominante, segurar o
pênis abaixo da glande. Manter a mão não dominante na
posição ao longo do procedimento.
(2) com a mão dominante, pegar uma gaze com a pinça e
limpar o pênis. Fazer movimento circular do meato
uretral para baixo até a base da glande. Repetir a limpeza
três vezes, usando uma gaze limpa a cada vez.
15- Retirar o primeiro par de luva estéril usado na
antissepsia;
16- Posicionar o campo fenestrado sobre a genitália;
17- Lubrificar a sonda com xilocaína. No homem, poderá ser
injetado o lubrificante diretamente na uretra através de
seringa de 20 ml.
18- Introduzir a sonda delicadamente no meato uretral até
observar a drenagem de urina. Quando masculino,
levantar o pênis na posição perpendicular ao corpo do
paciente;
19- Insuflar o balonete com água destilada, observando o
volume marcado na sonda;
10-Reduzir transmissão de microrganismos;
11-Prevenir contaminação do sistema;
12-Facilitar a organização e agilizar o procedimento;
13-Verificar a integridade do balão;
(1) visualização total do meato uretral. Retração total
previne a contaminação do meato uretral durante a
limpeza.
(2) a limpeza reduz o número de microrganismos no
meato uretral.
(2) a limpeza reduz o número de microrganismos no
meato uretral.
17-Reduzir a fricção e a possível irritação quando da
inserção da sonda;
18- O pênis devidamente posicionado facilita a inserção
do cateter;
19-Manter a extremidade distal da sonda no interior da
bexiga;
20-Tracionar vagarosamente a sonda e fixar na parte interna
da coxa (mulher) e área suprapúbica (homem);
21- Não esquecer de reposicionar o prepúcio e remover o
excesso de anti-séptico da área meatal;
22- Prender o coletor na parte inferior da cama após colocar
a data, hora e nome do funcionário;
23-Auxiliar o paciente a ficar numa posição confortável.
Lave e seque a área perineal conforme for necessário;
24- Encaminhar o material utilizado ao expurgo;
25- Retirar luvas e higienizar as mãos;
26- Checar o procedimento;
27- Realizar as anotações de enfermagem no prontuário.
20- Evitar possível tensão no trígono urogenital (mulher)
e tensão uretral na junção penescrotal (homem);
21-O reposicionamento evita constrição do prepúcio atrás
da glande do pênis – parafimose. A remoção do
excesso de antisséptico impede a irritação do tecido
pelo contato prolongado com o antisséptico;
22-Evitar refluxo de urina da bolsa para a bexiga;
23-Manter conforto e segurança;.
25-Reduzir transmissão de microrganismos;
26-Informar que a ação foi realizada;
27-Documentar o cuidado e subsidiar o tratamento;
Artigos 71 e 72 do Código de Ética dos Profissionais
de Enfermagem (Responsabilidades e Deveres).
7-RECOMENDAÇÕES:
 Em pacientes acamados, com sonda vesical, deve-se fazer higiene íntima após cada evacuação.
 Sondas utilizadas para cateterismo vesical: em adolescentes (nº 10 ou 12), em adultos (nº 14 ou 16), em
gestantes (nº 14) e sonda de alivio (nº 10 ou 12).
 Em alguns casos de retenção urinária pode ser colocada bolsa de água morna ou compressas na região suprapúbica.
 Observar e anotar o volume urinário, cor e o aspecto.
 Desinsuflar o balão na retirada da sonda vesical, observar e anotar a primeira micção espontânea.
 O sistema de drenagem deve ser obrigatoriamente “fechado” e trocado toda a vez que for manipulado
inadequadamente. Não há um intervalo ideal preconizado para a troca da sonda, mas recomenda-se a sua retirada
precocemente.
 Não abrir o sistema de drenagem, para realizar coleta de exames.
 Indicações para troca do cateter e sistema coletor: obstrução, presença de grande quantidade de resíduos no sistema,
presença de incrustações visíveis e urina com aspecto purulento, febre de origem não determinada sem outra causa
reconhecida, desconexão acidental ou ruptura, violação e contaminação do sistema por técnica inapropriada na
instalação e manuseio.
 Retirada da sonda vesical de demora, diminui a incidência de infecção urinaria.
 Não realizar lavagem da sonda vesical sem recomendação médica.
 Os coletores de urina devem ser esvaziados a cada 6 horas e nunca devem ser posicionados em um nível acima do
púbis;
 Realizar higiene perineal com água e sabão, e do meato uretral, pelo menos 2X ao dia.
8-REFERÊNCIAS:
1.ARCHER, Elizabeth et al. Procedimentos e protocolos. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2005.
2.ATKINSON, Leslie D.; MURRAY, Mary Ellen. Fundamentos de enfermagem: introdução ao processo de
enfermagem. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2008.
3.BRASÍLIA. Secretaria de Estado de Saúde. Núcleo de Prevenção à Infecção Hospitalar. Manual de
recomendações de prevenção e controle das infecções em estabelecimentos de saúde. Brasília, 2005.
4.CARMAGNANI, Maria I. S. et al. Procedimentos de enfermagem: guia prático. Rio de Janeiro: Guanabara
Koogan, 2009.
5.LENZ, Lino Lima. Cateterismo vesical: cuidados, complicações e medidas preventivas. Arquivos Catarinenses de
Medicina. v. 35, n. 1, p. 82-91. 2006.
6.MANUAL de procedimentos de enfermagem. São Paulo, 2005. Disponível em:
. Acesso em: 6 out. 2009.
7.POTTER, Patrícia A.; PERRY, Anne G. Fundamentos de enfermagem. Rio de Janeiro: Elsevier, 2005.
8.SWEARINGEN, Pámela L. Atlas fotográfico de procedimentos de enfermagem. 3. ed. Porto Alegre: Artes
Médicas Sul, 2001.
9.TIMBY, Babara K. Conceitos e habilidades fundamentais no atendimento de enfermagem. 8.ed. Porto Alegre:
Artmed, 2007.
LAVAGEM

sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

ÚLCERAS DE PRESSÃO

O que é?
A úlcera de pressão pode ser definida como uma lesão de pele causada pela interrupção sangüínea em uma determinada área, que se desenvolve devido a uma pressão aumentada por um período prolongado. Também é conhecida como úlcera de decúbito, escara ou escara de decúbito. O termo escara deve ser utilizado quando se tem uma parte necrótica ou crosta preta na lesão.
Como se desenvolve?
A úlcera de pressão se desenvolve quando se tem uma compressão do tecido mole entre uma proeminência óssea e uma superfície dura por um período prolongado. O local mais freqüente para o seu desenvolvimento é na região sacra, calcâneo, nádegas, trocânteres, cotovelos e tronco.
Quais as causas e fatores de risco?
São vários os fatores que podem aumentar o risco para o desenvolvimento da úlcera de pressão como: imobilidade, pressões prolongadas, fricção, traumatismos, idade avançada, desnutrição, incontinência urinária e fecal, infecção, deficiência de vitamina, pressão arterial, umidade excessiva, edema.
Estágios da úlcera de pressão
As úlceras de pressão podem classificadas em:

Estágio I
  quando a pele está intacta, mas se observa vermelhidão e um pouco de ulceração de pele.
Estágio II

quando a pele já está perdendo sua espessura, manifestando abrasão, bolha ou cratera superficial
Estágio III

quando se observa uma ferida de espessura completa, envolvendo a epiderme, a derme e o subcutâneo.
Estágio IV

quando se tem uma lesão significante, onde há a destruição ou necrose para os músculos, ossos e estruturas de suporte( tendões e cápsula articular).
Quem corre mais riscos?
Pacientes acamados que são ou foram fumantes, diabéticos, pacientes com incontinência fecal e urinária (uso de fraldas), desnutridos, idosos, pessoas com pouca ou nenhuma mobilidade, com problemas de circulação arterial.
Como prevenir?
Manter alguns cuidados com a pele do paciente é fundamental. A atuação fundamental é no alívio da pressão da pele, nas áreas de maior risco, ou onde se tem ossos mais proeminentes. Alguns cuidados são bem importantes, e podem ser realizados desde os primeiros momentos que o paciente ficou acamado, seja em casa ou no hospital.
 
Atenção – áreas avermelhadas não devem ser massageadas, para não aumentar a área já lesionada.
Manter colchão piramidal (caixa de ovo) sobre o colchão da cama do paciente.
Mudar sempre o paciente acamado de posição.
Colocar travesseiros macios embaixo dos tornozelos para elevar os calcanhares.
Colocar o paciente sentado em poltrona macia, ou revestida com colchão piramidal, várias vezes ao dia.
Quando sentado mudar as pernas de posição, alternando as áreas de apoio.
Manter alimentação rica em vitaminas e proteína.
Manter hidratação.
Trocar fraldas a cada três horas, mantendo paciente limpo e seco..
Hidratar a pele com óleos e/ou cremes a base de vegetais
Utilizar sabonetes com pH neutro para realizar a limpeza da região genital.
Estar atento para o aparecimento de candidíase e outras infecções por fungos. Nesses casos, procurar o médico.
Aplicação de filme transparente e/ou cremes ou loções a base de AGE nas áreas de risco aumentado para lesões
Realizar massagem suave na pele sadia, em áreas potenciais de pressão, com loção umectante e suave.
Manter a limpeza das roupas de cama, bem como mantê-las seca e bem esticadas.
NÃO utilizar lâmpada de calor sobre a pele, pois estimulam o ressecamento da mesma.
Como tratar?
O tratamento da ferida consiste em limpeza da lesão com jato de soro fisiológico, preferencialmente morno. O jato é conseguido perfurando-se o frasco de soro com uma agulha 40X12 ou 30X8. Este jato tem a propriedade de limpar a ferida sem destruir o que o próprio organismo vem reconstruindo.
Se há presença de escaras (crosta preta e endurecida) sobre a lesão, esta deverá ser retirada por um profissional médico ou enfermeiro especializado.
Existem vários produtos, chamados de “novas tecnologias” para auxiliar no tratamento das úlceras de pressão. A indicação fica a critério médico ou de enfermeira especializada. Os resultados são bastante eficazes. 

fonte: http://www.abcdasaude.com.br/artigo.php?626

Infarto do Miocardio

Infarto do miocárdio

Infarto do miocárdio é a necrose de uma parte do músculo cardíaco causada pela ausência da irrigação sanguínea que leva nutrientes e oxigênio ao coração. É o resultado de uma série complexa de eventos acumulados ao longo dos anos, mas pode ser caracterizado pela oclusão das artérias coronárias em razão de um processo inflamatório associado à aderência de placas de colesterol em suas paredes.
O desprendimento de um fragmento dessas placas ou a formação de um coágulo de sangue, um trombo, dentro das artérias acarretam o bloqueio do fluxo de sangue causando sérios e irreparáveis danos ao coração (necrose do músculo cardíaco).

Sintomas
* Dor fixa no peito, que pode variar de fraca a muito forte, ou sensação de compressão no peito que geralmente dura cerca de trinta minutos;
* Ardor no peito, muitas vezes confundido com azia, que pode ocorrer associado ou não à ingestão de alimentos;
* Dor no peito que se irradia pela mandíbula e/ou pelos ombros ou braços (mais freqüentemente do lado esquerdo do corpo);
* Ocorrência de suor, náuseas, vômito, tontura e desfalecimento;
* Ansiedade, agitação e sensação de morte iminente.

Fatores de risco e prevenção
* Não há dúvida de que a melhor maneira de evitar o infarto é reduzir a exposição aos fatores de risco: fumo, obesidade, diabetes, hipertensão, níveis altos de colesterol, estresse, vida sedentária e/ou histórico pessoal ou familiar de doenças cardíacas.
* Assumir uma atitude mental confiante e positiva é um passo decisivo para a recuperação dos infartados. É importante deixar claro que pessoas que sobrevivem a um infarto e adotam estilos de vida saudável, em sua maioria, conseguem retornar à vida normal e reassumir suas atividades profissionais.

Recomendações
* Ao surgirem os primeiros sintomas, procure socorro imediatamente. Não dirija automóvel e evite andar ou carregar peso mesmo que a dor seja mínima;
* Se estiver com alguém que apresente sintomas de infarto por mais de dez minutos, não perca tempo: procure socorro urgente. Mantenha a pessoa aquecida e calma. Salvo orientação médica em contrário, não lhe dê coisa alguma para beber ou comer;
* Desde que a pessoa consiga engolir sem dificuldade e não seja alérgica ao medicamento, faça-a 
tomar dois comprimidos de aspirina (ácido acetilsalicílico) imediatamente;
* Se a pessoa desfalecer, verifique sua respiração e seu pulso. Na ausência desses sinais vitais, inicie imediatamente os procedimentos adequados de recuperação cardiopulmonar, mantendo-os até que o socorro chegue. Não tente transportar a pessoa desfalecida, porque ela corre sério risco de morrer no caminho. Coloque-a em posição confortável, levemente inclinada, e afrouxe suas roupas;
* Não se iluda com a aparência de sintomas de azia intensa, pois eles podem indicar, na verdade, alterações cardíacas importantes;
* Transmita confiança ao infartado e evite entrar em pânico. Os primeiros socorros são fundamentais para salvar vidas.

fonte: http://drauziovarella.com.br/doencas-e-sintomas/infarto/

quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

O que é Hemodinâmica

Hemodinâmica PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
O estudo hemodinâmico é um método de diagnóstico e terapêutico que utiliza técnicas invasivas para obtenção de dados funcionais e anatómicos das várias cardiopatias. É através do cateterismo que se faz o estudo da dinâmica circulatória cardíaca, que consiste na inserção de catéteres radiópacos sob controlo fluoroscópico e monitorização electrocardiográfica, seguindo o trajecto das artérias e veias periféricas até às cavidades cardíacas e grandes vasos. O cateterismo permite a visualização radiológica das cavidades cardíacas e grandes vasos através da injecção de produto de contraste pelo catéter, obtenção de curvas de pressão para avaliação de gradientes e eventos que fazem parte do ciclo cardíaco, e colheita de amostras de sangue para saturações e cálculo do débito cardíaco.

No laboratório de hemodinâmica os Cardiopneumologistas que estão inseridos numa equipa que, normalmente, é constituída por médicos, enfermeiros e técnicos de radiologia. Dentro da equipa, o técnico assume funções de: monitorização electrocardiográfica do doente; apoio psicológico ao doente para diminuir a sua ansiedade explicando os objectivos do exame; preparação de soros e montagem do sistema de transdutores; calibração dos transdutores e oxímetros; verificação e preparação do desfibrilhador; selecção do material e sua abertura para a mesa; registo de pressões e cálculo de alguns parâmetros; análise das curvas de pressões após o exame.

Na equipa onde o Cardiopneumologista está integrado verifica-se um elevado grau de interajuda, atingindo assim, os resultados pretendidos.


 fonte: http://www.aptec.pt/cardiopneumologia/areas-de-intervencao/5-hemodinamica-.html 

quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

Eletrocardiograma ECG

Apesar da continua renovação das tecnologias utilizadas para a realização de diagnósticos médicos, o eletrocardiograma (ECG), disponível desde o início do século passado, ainda mantém um papel central na investigação de várias doenças cardíacas.

O ECG é um exame complementar importante para a interpretação do ritmo cardíaco e para a detecção de isquemia do coração. O eletrocardiograma é também de grande valor na avaliação de outros tipos de anormalidades cardíacas, incluindo doenças das válvulas cardíacas, cardiomiopatia, pericardite e sequelas cardíacas da hipertensão arterial.

Neste texto tentaremos explicar o ECG para a população leiga. Nosso objetivo, obviamente, não é ensinar ninguém a interpretar um eletrocardiograma, nem esgotar o assunto, até porque o mesmo é muito complexo para ser abordado em um único texto.

O artigo abordará os seguintes pontos sobre o eletrocardiograma:

  • Para que serve o ECG.
  • Como é feito o ECG .
  • Como funciona o ECG.
  • Como funciona a atividade elétrica cardíaca.
  • Como é traçado básico do eletrocardiograma.
  • ECG normal.
  • Alterações mais comuns do eletrocardiograma.
  • Papel do ECG no infarto.
Falaremos apenas do ECG feito em repouso. O eletrocardiograma realizado durante o exercício, chamado de teste de esforço, será abordado em um artigo à parte.

O que é o eletrocardiograma?

O eletrocardiograma é um exame que detecta a atividade elétrica do nosso coração. Podemos dizer que nosso coração é um órgão movido a eletricidade. Cada batimento, cada contração do músculo cardíaco, cada movimento das válvulas do coração são comandados por pequenos impulsos elétricos gerados no próprio coração (explicarei mais detalhes logo à frente).

Graças ao ECG conseguimos identificar os padrões normais de transmissão e geração destes impulsos elétricos. Anomalias na atividade elétrica cardíaca são sinais claros de que há problemas com nosso coração.

O eletrocardiograma é exame mais indicado para avaliar arritmias cardíacas e para a investigação inicial de isquemias cardíacas.

O eletrocardiograma serve para tratar alguma doença?

Não! O ECG é apenas um exame. Ele não trata nenhuma doença ou sintoma. Do mesmo jeito que um paciente com pneumonia não melhora ao fazer uma radiografia do tórax, o paciente com problemas cardíacos não sofre nenhuma alteração ao fazer o eletrocardiograma.

Como é feito o eletrocardiograma?
Como é feito o eletrocardiograma
Como é feito o ECG

O eletrocardiograma em repouso é feito com o paciente deitado e com o tronco nu. O ideal é que o paciente não tenha feito nenhum tipo de esforço nos últimos 10 minutos, nem  fumado nos últimos 30 minutos que antecedem o exame.

Seis eletrodos são fixados, através de adesivos, ao peito e mais 4 pás, também com eletrodos, são colocadas nos punhos e tornozelos, como na ilustração ao lado. Habitualmente, usa-se um pouco de gel entre cada eletrodo e a pele para aumentar a condução elétrica.

Em alguns casos, os 6 adesivos com eletrodos fixados ao tórax são substituídos por peras de borracha com uma base metálica, que se fixa à pele através de vácuo, como ventosas.

Após a correta colocação dos eletrodos no paciente, os mesmos são ligados à máquina que fará a leitura da atividade elétrica do coração.

Não se assuste, não há  nenhum risco de você levar um choque durante o exame. O eletrocardiograma não apresenta nenhum risco à saúde; o pior que pode acontecer é você ter uma discreta alergia no local dos adesivos.

Se o paciente tiver muitos pelos no peito, é possível que seja preciso raspá-los antes, para que os eletrodos possam ser fixados.

O exame é muito rápido. Depois de tudo pronto o resultado sai em questão de segundos. A máquina capta os sinais elétricos do coração e imprime um traçado em um papel quadriculado próprio.

Atividade elétrica do coração

Para entender um pouco os resultados do eletrocardiograma, precisamos antes saber como se dá a geração e a propagação dos impulsos elétricos no coração. A explicação abaixo pode parecer confusa, mas é importante para entender conceitos, como "ritmo sinusal", "alterações na repolarização ventricular", "bloqueio de ramo", frequentemente relatados nos laudos dos ECG.

O estímulo elétrico nasce no próprio coração, em uma região chamada de nodo sinusal (ou nó sinusal), localizado no ápice no átrio direito. O nodo sinusal produz continuamente e de modo regular impulsos elétricos que se propagam por todo o coração, induzindo a contração dos músculos cardíacos.

Os impulsos elétricos ao se distribuírem por todo o músculo cardíaco induzem a entrada de íons de cálcio nas células do coração, um processo chamado de despolarização elétrica. A despolarização estimula a contração do músculo. Após a contração, grandes quantidades do íon potássio saem das células, num processo chamado de repolarização, que prepara as células musculares para nova despolarização. Enquanto não houver repolarização, a célula muscular não consegue se contrair novamente, por mais que receba estímulos elétricos.
Atividade elétrica cardíaca
Veja a animação ao lado. A atividade elétrica normal nasce no nodo sinusal, despolariza primeiro o átrio direito e depois o átrio esquerdo. Após passar pelos dois átrios, o impulso elétrico chega ao nodo atrioventricular, na divisão entre os átrios e o ventrículo. Neste momento, o impulso sofre um pequeno retardo, que serve para que os átrios se contraiam antes dos ventrículos. No nodo atrioventricular, após alguns milissegundos de espera, o impulso elétrico é transmitido para os dois ventrículos, fazendo com que suas células se despolarizem, causando a contração cárdica e o bombeamento do sangue pelo coração. O impulso elétrico demora 0,19 segundo para percorrer todo o coração.

Traçado básico do ECG

Vamos falar apenas do básico, tentando abordar aquilo que mais aparece nos laudos dos eletrocardiogramas.

Traçado de ECG
ECG
Acompanhe a figura ao lado. O traçado do eletrocardiograma é composto basicamente por 5 elementos: onda P, intervalo PR, complexo QRS, segmento ST e onda T. A saber:
  • A onda P é o traçado que corresponde à despolarização dos átrios (contração dos átrios).
  • O intervalo PR é o tempo entre o início da despolarização dos átrios e dos ventrículos.
  • O complexo QRS é a despolarização dos ventrículos (contração dos ventrículos).
  • O segmento ST é o tempo entre o fim da despolarização e o início da repolarização dos ventrículos.
  • A onda T é a repolarização dos ventrículos, que passam a ficar aptos para nova contração.
Cada batimento cardíaco é composto por uma onda P, um complexo QRS e uma onda T.
Obs: a repolarização dos átrios ocorre ao mesmo tempo da despolarização dos ventrículos, por isso, ela não aparece no ECG, ficando encoberta pelo complexo QRS.

Obs: 2: o complexo QRS pode ter várias aparências, dependendo da derivação em que ele é visualizado.

Derivações do ECG

Todo esse percurso do impulso elétrico é captado e interpretado pelo eletrocardiograma através de traçados. As várias posições dos eletrodos são usadas para captar diferentes ângulos do coração, como se fossem várias câmeras voltadas para cada uma das partes do órgão.

O ECG habitual possui 12 derivações, que são como 12 ângulos diferentes que acompanham simultaneamente a propagação da atividade elétrica. Estas 12 derivações cobrem boa parte do tecido cardíaco. São chamadas de: D1, D2, D3, aVR, aVL, aVF, V1, V2, V3, V4, V5 eV6.

Exemplos: a parede inferior do ventrículo pode ser avaliada pelas derivações D2, D3 e aVF;  a parede anterior por V1 a V4 e a parede lateral alta por D1 e aVL. Portanto, uma alteração da condução elétrica que se repete nas derivações D2, D3 e aVF, por exemplo, indica algum problema na região inferior do ventrículo.

Resultados do eletrocardiograma

É impossível explicar todas as alterações possíveis de um ECG. Porém, posso indicar quais são os valores normais e as alterações mais comuns.

Um eletrocardiograma normal apresenta as seguintes informações:

- Frequência cardíaca entre 60 e 100 batimentos por minuto.
- Onda P presente, indicando ritmo sinusal. A onda P normal costuma ter menos de 0,12 segundos de duração.
- Intervalo PR tem duração entre entre 0,12 e 0,20 segundos.
- Complexo QRS tem duração entre 0,06 e 0,10 segundos.
- Eixo elétrico normal situa-se entre -30º e +90º.

Alterações comuns no ECG

1- Bloqueios de ramo

Bloqueio de ramo esquerdo (BRE): significa que a condução elétrica está comprometida no ramo nervoso que conduz o impulso elétrico para o ventrículo esquerdo.

O ramo esquerdo bifurca-se em ramo anterior esquerdo e ramo posterior esquerdo. Por isso, se apenas uma parte do ramo estiver comprometida, são possíveis também os diagnósticos de hemibloqueio anterior esquerdo (HBAE) ou hemibloqueio posterior esquerdo (HBPE).

Bloqueio do ramo direito (BRD): significa que a condução elétrica está comprometida no ramo que conduz o impulso elétrico para o ventrículo direito. O ramo direito não bifurca, portanto só existe este um tipo de BRD.

Hemibloqueio anterior esquerdo (HBAE) + Bloqueio do ramo direito (BRD): é uma situação que significa que a transmissão dos impulsos elétricos para o ventrículo está sendo feita apena por metade do ramo esquerdo (apenas pelo ramo posterior esquerdo). Este é um paciente que está próximo de perder a condução elétrica para os ventrículos.

Os bloqueis de ramo são comuns em pacientes com doença isquêmica cardíaca. Geralmente ocorrem em pessoas que já tiveram um infarto e/ou que tenham insuficiência cardíaca (leia: INFARTO DO MIOCÁRDIO | Causas e prevenção e INSUFICIÊNCIA CARDÍACA | Causas e sintomas).

2- Desvio do eixo elétrico

O eixo elétrico normal varia entre -30º e 90º.

Se o eixo estiver entre -30º e -90º dizemos que há um desvio do eixo para esquerda. As principais causas são o BRD, hipertrofia do ventrículo esquerdo, enfisema pulmonar, síndrome de Wolff-Parkinson-Whit e infarto prévio. O desvio para esquerda pode ocorrer também em pessoas sadias.

Se o eixo elétrico estiver entre 90º e 180º há um desvio do eixo para direita. As principais causas são o BRE, o infarto prévio e a hipertrofia do ventrículo direito. Assim como o desvio para a esquerda, o desvio para a direita também pode surgir em pessoas sem doenças do coração.

3- Arritmia sinusal

Apesar do nome arritmia assustar, a arritmia sinusal é uma condição benigna que ocorre frequentemente em jovens. Geralmente é uma alteração do ritmo cardíaco provocada pela respiração. Como é sinusal, indica que apesar do ritmo irregular, o impulso elétrico está sendo gerado corretamento pelo nodo sinusal. É um alteração que costuma desaparecer com o tempo.

4- Extrassístoles

Extrassístoles são batimentos cardíacos isolados fora do ritmo. Nestes casos o coração bate regularmente, mas de repente surge um batimento isolado inesperado. A extrassístole é chamada supraventricular se o foco deste batimento anômalo surgir em algum ponto do átrio (fora do nodo sinusal) e extrassístole ventricular se o foco anômalo surgir em algum ponto do ventrículo.

Extrassístoles isoladas costumam não ter nenhum significado clínico. Se forem frequentes, podem causar sensação de palpitação. Nestes casos a causa deve ser investigada.

Leia:  PALPITAÇÕES, TAQUICARDIA E ARRITMIAS CARDÍACAS.

5- Alterações na repolarização ventricular

Alteração da repolarização ventricular é uma achado também relativamente comum. São alterações na onda T do eletrocardiograma e podem estar presentes no caso de hipertensão arterial, estenose da válvula aórtica ou na isquemia cardíaca.

Porém, quando o laudo vem descrito como alterações inespecíficas na repolarização ventricular, geralmente o quadro não tem significado clínico. As alterações da onda T que sugerem doença cardíaca têm uma aparência característica que permite distingui-las das alterações inespecíficas, sem valor clínico.

6- Fibrilação atrial

A fibrilação atrial (FA) é um arritmia comum, principalmente em idosos. A FA é um ritmo não sinusal, onde ocorre uma geração caótica de estímulos elétricos por todo o átrio, fazendo com que os mesmo não consigam se contrair. O átrio fica tremendo, como se estivesse em convulsão. Como existe o nodo atrioventricular, esses impulsos caóticos são abortados antes de chegar ao ventrículo. Portanto, o paciente não apresenta onda P, o ritmo cardíaco é irregular, mas o QRS é normal.

Para saber mais sobre fibrilação atrial ,leia: FIBRILAÇÃO ATRIAL.

7- Hipertrofia ventricular esquerda (HVE)

Também chamada de sobrecarga ventricular esquerda, o HVE é um aumento da massa muscular do ventrículo esquerdo provocado pelo esforço do coração em bombear sangue nos pacientes com hipertensão arterial (leia: HIPERTENSÃO ARTERIAL | Sintomas e tratamento).

A hipertrofia ventricular esquerda costuma ter com sinais o aumento da amplitude do complexo QRS, uma alteração da onda T e desvio do eixo elétrico para a esquerda.

Papel do eletrocardiograma no infarto do miocárdio 

O eletrocardiograma, por ser barato e de fácil acesso, é o primeiro exame realizado nos pacientes que se apresentam com queixas de dor no peito (leia: DOR NO PEITO | Sinais de gravidade). Há vários achados que podem indicar uma doença isquêmica, entre eles, elevação do segmento ST (supradesnivelamento do segmento ST), redução do segmento ST ((infradesnivelamento do segmento ST), ondas T invertidas ou ondas T apiculadas.

O sinal mais clássico de infarto ao ECG é o supradesnivelamento do segmento ST, chamado infarto com supra. Porém, é importante destacar que nem todo infarto se apresenta com achados no ECG. Um eletrocardiograma normal não é suficiente para descartar um infarto! Se o paciente tem dor no peito e, principalmente, se tiver fatores de risco, como idade acima de 50 anos, obesidade, diabetes, hipertensão, tabagismo, etc., deve-se colher análises de sangue (geralmente doseamento da troponina) para melhor investigar um possível quadro de infarto.

Conclusão

O eletrocardiograma, assim como qualquer meio diagnóstico complementar, deve ser encarado como apenas uma peça no quebra-cabeça de um diagnóstico. Não se completa um quebra-cabeça com apenas uma peça. O ECG deve ser interpretado por um médico que tenha experiência com o exame, levando sempre em consideração outros dados, como história clínica, sintomas, exame físico, análises laboratoriais e outros exames complementares.

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Punção Venosa Periférica - Abocath

MATERIAL:

- Um par de luvas de procedimento;

- Uma seringa de 10 mL com ABD;

- Um infusor duas vias;

- Um garrote;

- Bolas de algodão embebidas em solução anti-séptica ( PVPI alcoólico ou álcool à 70%);

- Fita adesiva ( esparadrapo, micropore ou curativo transparente);

- Uma bandeja ou uma cuba rim;

- Cânula sobre agulha números 18, 20, 22 ou 24;

Observação: Escolher um número da cânula sobre agulha adequado para o calibre da veia.


PROCEDIMENTOS:

A técnica de punção é a anterior, com angulação de 15º e agulha com bisel para cima.

- Ao penetrar no interior da veia, veremos que reflui sangue no dispositivo transparente (canhão) do abocath.
- Segura-se o mandril e empurra-se o cateter para o interior da veia até fique complemente introduzido.
- Retira-se o mandril, comprimindo-se a ponta do catéter, sobre a pele, impedindo ou diminuido o refluxo de sangue;
- Conecta-se ao equipo de soro através de uma torneira de 3 vias ou similar.
- Após a punção, deve ser feito o teste de refluxo, para evidenciar que realmente o cateter está no interior do vaso e, então, inicia-se o gotejamento do soro e fixação do acesso.

VENÓCLISE

quarta-feira, 1 de junho de 2011

PVC - Pressão Venosa Central

Pressão Venosa Central (PVC)

Em termos fisiológicos, a mensuração da PVC é um métodos acurado da estimação da pressão de enchimento do ventrículo direito, de grande relevância na interpretação de sua função.
O método de mensuração da PVC com coluna de água, devido à sua extrema simplicidade e baixo custo, é bastante popular e largamente utilizado, dispensando transdutores eletrônicos sofisticados.
Quando utilizada de maneira criteriosa e sempre que possível associada a outros parâmetros clínicos e hemodinâmico, a PVC é um dado extremamente útil na avaliação das condições cardiocirculatórias de pacientes em estado crítico.
Segundo Araújo, os valores esperados da PVC, mensurada através da linha axilar média como "zero" de referência, estão entre 6 - 10 cm H2O (através da coluna d'água) ou de 3 - 6 mmHg (através do transdutor eletrônico).

Mensuração da PVC

Para a mensuração da PVC, é necessário o posicionamento de um catéter em veia central (veia cava superior), comumente utilizando-se de punção percutânea de veia subclávia ou veia jugular interna. É checado radiológicamente para certificar-se que o catéter esteja bem posicionado e não esteja dentro do átrio direito.

Pode-se utilizar para a mensuração da PVC, um manômetro de água graduado em cm ou um transdutor eletrônico calibrado em mmHg. Espera-se que haja oscilação da coluna d'água ou do gráfico no monitor, acompanhando os movimentos respiratórios do paciente.

Materiais necessários para se monitorizar uma PVC em Coluna de água.
Monitorização em coluna de água:

01 equipo de monitorização de PVC;


01 frasco de solução fisiológica (100 ou 250 ml);

Fita adesiva;

Régua de nível.

Montando o sistema de coluna d'água
Separa-se o material e leve-o até o paciente.
Abra o equipo e conecte à solução fisiológica, retirando todo o ar do equipo (das duas vias). Coloque-o e um suporte para soluções e aguarde.


Com a régua de nível, encontre a linha "zero"de referência (ver Encontrando o "zero" de referência) e marque no suporte de soluções, a altura encontrada na linha "zero".

Fixe a fita graduada (vem junto ao equipo), começando no nº. -10- (coloca-se e 10 pois algumas camas tem ajustes de altura, podendo interferir na aferição da PVC) , deixando-a completamente estendida.
Pegue o equipo, e fixe junto ao nº. -10- a região do equipo em que ele se divide em duas vias.

A via mais longa irá ser conectada no paciente. A via curta, fixe junto à fita graduada, de modo que fiquem juntos essa via, o prolongamento simples do equipo e a fita graduada. Observe nas fotos ao lado.

Encontrando o "zero" de referência da PVC
Normalmente são utilizados 03 pontos de referência para se medir pressões intravasculares.
05 cm abaixo do ângulo esternal;
o próprio angulo esternal;
a linha axilar média.
Segundo ARAÚJO, o ponto que parece corresponder com mais exatidão à desembocadura das veias cavas no átrio direito é a linha axilar média, é é o ponto de referência mais utilizado nas mensurações de PVC. Também ressalta que as equipes devem estabelecer uma rotina padronizada quando vão realizar as mensurações de pressão intravascular, para que sejam mais precisas e confiáveis as medidas da PVC.

Coloca-se o paciente em decúbito dorsal horizontal. Encontra-se a linha "zero" através da linha axilar média, observando em que número se encontra diante à escala do equipo de PVC. (Convém encontrar o "zero" todas as vezes em que se forem realizar as medidas, pois existem algumas camas que tem regulagem de altura, e pode ter sido alterada).


Encontrando e registrando o valor da PVCSegue-se todos os passos para se encontrar o valor "zero" da PVC.

Abra o equipo para que se preencha a via da coluna graduada com solução fisiológica.
Então abra a via do paciente, fazendo descer a solução da coluna graduada, observando até que entre em equilíbrio com a pressão venossa central, anotando-se esse valor.
Agora, diminua esse valor com o valor do "zero" de referência e se tem o valor da PVC.
Clique para ver o o exemplo do cálculo da PVC.
Parte superior do formulário
Parte inferior do formulário

Cuidados importantes

Verifique se existem outras soluções correndo no memso acesso venoso central. Caso ocorra, feche todas, deixando apenas a via do equipo da PVC. Ao término da aferição, retorne o gotejamento normal das outras infusões (caso existam). Outras infusões alteram o valor real da PVC.
Fique atento aos valores da PVC. Valores muito baixos podem indicar baixa volemia, e valores muito altos, sobrecarga hídrica.
Normalmente a coluna d'água ou as curvas em monitor oscilam de acordo com a respiração do paciente. Caso isso não ocorra, investigue a possibilidade do catéter estar dobrado ou não totalmente pérvio.
O balanço hídrico é importante. Registre a cada 24 horas na folha de controle hídrico, o volume de solução infundido nas aferições da PVC.